sábado, julho 09, 2011


Ensino da Arte no Brasil

A história da arte mostra o quanto condições sociais, religiosas, politicas, geograficas, influenciaram a forma de expressão dos artistas, ou seja, da obra de arte em si mesma.

No tocante aos movimentos artisticos, porque a obra de arte resulta da interpretação, da reação do artista ao momento histórico. O artista com sensibilidade inova, cria e elabora mediante os contextos sociais, politicos e tecnologicos do seu universo.

A arte contemporanea, chamada pós moderna é, sem dúvida, a mais complexa e de difícil compreensão, porém é a que mais se torna mais acessivel com o aumento de nosso repertório de conhecimentos , não só artistico como culturais
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Educação para compreensão da Artes.






Participação de discussão no Fórum :



Educação para compreensão da ARTE.





Solange pego um gancho na discussão sua com a colega Vilsone, trabalho Artes há alguns anos, época que artes tinha três períodos semanais, com o tempo as mudanças no curriculo, tiraram um período e mais tarde em uma reunião ouvi uma triste frase, "precisamos de mais um período de Inglês, pois vamos deixar artes com um período semanal, pois inglês é importante na grade curricular". Hoje vejo como é grande a luta para fazer com que as pessoas percebam a importância da arte na vida delas, Artes na escola tem um significado que é apenas para trabalhar datas comemorativas, começa pela direção da escola, professores que nas reunões pedagógicas costumam delegar para o professor de arte a tarefa de preparar atividades comemorativas, "dias das mães, dia dos pais... fazer cartão, preparar apresentação", muitas vezes me senti desmotivada, desvalorizada e as vezes aida se houve "o professor de artes não precisa se preocupar com avaliação".

Tenho brigado muito para que as pessoas tenham um novo olhar para a arte, mas acredito que isso ainda vai mudar. Minhas aulas tenho tentado trabalhar de forma mais criativa, pois acredito que a arte é cultura, é ver um mundo novo através das grandes obras de artes e ver novos artistas transformando o mundo, um bom exemplo disso é o artista que trabalha a arte com o lixo como: Viki Muniz e suas obras que é um espetáculo.
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Parâmetros Curriculares Nacionais_PCNs

Parâmetros Curriculares Nacionais-PCNs, as expectativas de aprendizagem relacionam-se ao desenvolvimento de habilidades relativas à aprofundando um pouco mais esta abordagem, vemos que, no mundo atual, a função e o valor da Arte, não está apenas em copiar uma realidade, mas sim na representação simbólica que o (a) artista faz do mundo. Artes Visuais valorizar, sempre, a relação entre a cultura regional com os conhecimentos dos alunos. , a formação do aluno dá-se com o ensino das quatro linguagens de Artes: Música, Artes Visuais, Teatro e Dança. Assim sendo, o aluno terá a liberdade de apreciar e refletir.


1. Produção: percepção, experimentação, criação, produção.


2. Fruição ( apreciação): comunicação, leitura, compreensão análise e interpretação.


3. Reflexão (contextualização): pesquisa, reflexão, crítica, autocrítica.


Arte - A primeira parte do documento tem por objetivo analisar e propor encaminhamentos para o ensino e a aprendizagem de Arte no ensino fundamental.


Na segunda parte estão destacadas quatro linguagens: Artes Visuais Dança, Música e Teatro.


A teoria sobre aprender e ensinar arte tem por finalidade apresentar ao professor uma visão global dos objetivos, critérios de seleção e organização dos conteúdos e orientações didáticas e de avaliação da aprendizagem de arte para todo o ensino fundamental.


As duas partes formam um conjunto de modo a oferecer aos educadores um material sistematizado para as suas ações e subsídios para que possam trabalhar com a mesma competência exigida para todas as áreas do projeto curricular.


O objetivo do ensino de artes visuais na escola de hoje é formar indivíduos social e politicamente conscientes de seu papel e seu lugar na sociedade do século XXI. Muitos diriam que não, que a arte/educação visa despertar a criatividade, o senso de estética, a sensibilidade, a subjetividade, a liberdade e a expressividade. Mas como incumbir o ser humano de todos estes atributos sem a construção do pensamento critico que leva o homem a reflexão de seu real papel na sociedade, como agente de transformação, não apenas social, mas político, cultural e consequentemente educacional?
Mas nem sempre este foi o objetivo do ensino das artes. Houve um tempo em que a arte era utilizada como ferramenta para doutrinar os indivíduos para que estes não fossem capazes de pensar por si mesmos, antes, eram obrigados a acreditar que tudo estava voltado para Deus e que não existia outra forma de aprender, além daquela imposta com pressupostos religiosos e alienação através da fé. Esta era a função da arte na Idade Média, que até era utilizada como instrumento pedagógico, porém, com outro tipo de ideologia, que não tinha uma posição igualitária nem construtivista em relação ao conhecimento.
Vale ressaltar que a arte/educação não objetiva formar artistas, e sim, ampliar a capacidade criativa e perceptiva do aluno, bem como possibilitar que ele conheça a linguagem artística e tenha um olhar sensível para o mundo que o cerca, aprendendo a representá-lo, de modo que a organização pedagógica destas relações artísticas e estéticas seja trabalhada de forma conjunta com o aluno a ponto de ele próprio reconhecer sua importância na sociedade.
As perspectivas atuais para o ensino de artes visuais apresentam uma diversidade de caminhos a serem seguidos no tocante às praticas de atuação nos mais distintos contextos educacionais. Acontece que nem toda escola está preparada para lidar e corresponder às complexidades e as mudanças tão repentinas no contexto cultural da sociedade contemporânea.
Os problemas metodológicos do ensino de artes visuais são muitos e é pauta de discussão nas instituições de ensino da atualidade, pois questiona-se ainda muito o que se deve ou não ser trabalhado em sala de aula no ensino das artes visuais e quais as melhores estratégias para que a arte/educação não seja apenas um processo de imitação, como era na escola do passado, mas antes, que seja um processo continuo de integração entre apreensão de conhecimento e percepção critica dos fatos.
O fato é que o ensino das artes tem sofrido significativas mudanças, e tanto a escola quanto o professor precisa articular sua metodologia de modo consciente, que englobe todos os sentidos humanos, incluindo a percepção, o pensamento, o movimento, a expressão e que a partir da exploração destes elementos, seja possível construir um panorama da realidade do aluno, pois é baseado em suas vivências que ele processa suas experiências estéticas.
Conclui-se desta forma que, resistências a mudanças existem, sempre existiram e talvez continuem a existir, pois sempre haverá quem seja contrário ao processo evolutivo do ser humano e a livre expressão do pensamento, mas que o principal é apostar na produção de um projeto político-pedagógico que abranja claramente tanto as concepções de mundo, de sociedade, de homem, quanto da escola em sua universalidade. O que não podemos é admitir que haja um retrocesso no estado do ensino das artes visuais e que o importante é que continuemos a trabalhar para que o espírito reflexivo continue crescendo na sociedade.






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Ideia para situação de aprendizagem

Plano de aula:

Objetivo:
Estudar sobre a biografia e a técnica de Van Gogh. Entender a diferença entre a releitura de uma obra e a cópia. Discutir sobre os diferentes pontos de vista em relação à obra e a personalização que cada um dá a releitura.

Duração das atividades: 4 horas aula.

Espaço Físico para desenvolver as aulas:
Desenvolver as atividades em sala de aula e a sala de informática com auxílio de Internet.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno.
O que é uma obra de arte? A importância de uma produção artística e sua relação com a subjetividade. Estratégias e recursos da aula.
Orientações: A proposta consiste em uma releitura da Obra de Van Gohn, um texto pode ter diferentes pontos de vistas, assim como uma obra de arte. Quanto mais repertório sobre arte o aluno possui, maior será sua capacidade de criação.
É importante diferenciar para o aluno uma releitura e uma cópia da obra. Reler uma obra é atribuir um significado pessoal do olhar do artista.
A biografia e o estudo da técnica do artista devem ser para contextualizar a obra e a mensagem do artista.
Dialogar com os alunos sobre a releitura não precisa necessariamente ser na mesma expressão artística, por exemplo, poderia se fazer uma releitura desta obra através de escultura, fotografia, etc.
1. Apresente a obra aos alunos e peça para os alunos compartilharem a primeira impressão que têm;
2. Discuta os diferentes pontos de vista.
3. Chame a atenção para as características da obra, as pinceladas, as cores utilizadas, pergunte aos alunos se eles reconhecem o estilo ou autor da obra.
4. Leva uma foto do artista Van Gogh e contar a história do autor (Biografia). Para ajudar na pesquisa, consultar alguns sites.
http://www.suapesquisa.com/vangogh3/

http://alisenao.blogspot.com/2008/10/obra-viva-de-van-gogh.html

http://www.professordehistoria.com/vangogh.htm

http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u426099.shtml

http://www.girafamania.com.br/artistas/personalidade_vangogh.html

http://obviousmag.org/archives/2007/09/as_10_pinturas.html

5. Converse sobre a época, os costumes, quem eram os artistas importantes, que tipo de arte era valorizado. Para enriquecer traga obras dessa época, assim o aluno pode entender o valor da contribuição de Van Gogh, o quanto ele inovou.
6. Faça uma visita virtual aos sites de Van Gogh.
7. Peça novamente para os alunos olharem para a obra e destacarem o que percebem de novo, após conhecer o contexto em que ela foi feita.
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quinta-feira, junho 30, 2011


Critérios para Avaliação

critérios de seleção de imagens da cultura visual em geral e que, acredito, possam ser perfeitamente aplicadas à seleção de livros infantis considerando suas ilustrações. Estes mesmos não se apresentam fechados, mas como possibilidades. São eles:
"1. Ser inquietante.
2. Estar relacionadas com valores compartilhados
em diferentes culturas.
3. Refletir a voz da comunidade.
4. Estar abertas a múltiplas interpretações.
5. Referir-se à vida das pessoas.
6. Expressar valores estéticos.
7. Fazer com que o expectador pense.
8. Não ser herméticas.
9. Não ser apenas a expressão do narcisismo do artista.
10. Olhar para o futuro.
11. Não estar obcecadas pela idéia de novidade."
(HERNÁNDEZ, 2000, p. 140)
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SEMANA: 13
25 de junho a 01 de julho


Ensino de artes visuais e avaliação

Uma forma interessante de pensar sobre a questão da avaliação, tanto em relação à sua finalidade, quanto sobre maneiras de realizá-la, é recorrer ao que temos na memória como vivências pessoais em relação a esta parte importante do processo de aprendizagem.
Pense um pouco sobre as seguintes questões:
- Como era feita a avaliação da disciplina de arte em meu percurso de aprendizagem na escola básica?
- Para que servia a avaliação, no meu entender, como aluno/a?
- O que era avaliado na disciplina de artes visuais?

Avaliação é um tema bastante complexo e muitas vezes polêmico. E quando pensado em relação ao campo específico do ensino de artes, então, pode causar grandes discussões. Ouve-se opiniões muito divergentes e no decorrer da história ela foi tratada e praticada de diversas maneiras. O fato é que ainda é um problema presente no cotidiano do professor/a e dos estudantes.

Novamente recorreremos ao pensamento de Fernando Hernández para nos ajudar a entender e discutir alguns aspectos fundamentais sobre este tema.
O texto que utilizaremos para tanto é o capítulo 7 de seu livro Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho, intitulado A avaliação na educação artística.

De acordo com Hernández a avaliação é um processo crucial que acompanha o processo de aprendizagem. Está imbricada no processo de aprendizagem. Ele trata de alguns aspectos históricos no que diz respeito ao que se espera da avaliação e de suas relações com concepções de arte. E faz muitas considerações importantes sobre as problemáticas envolvidas neste processo, especialmente na educação em arte.
Certamente a leitura deste texto nos levará a uma boa discussão sobre o tema, tratando de finalidade e formas de avaliação, bem como sobre instrumentos e critérios.

Leitura complementar:
Há uma edição do Boletim Arte na Escola que trata da questão da avaliação no ensino de arte. É o número 53. (Acesse aqui).

ATENÇÃO! Este fórum também não terá atribuição de notas. Mas é um assunto importante para discussão e reflexão.

Entre no fórum Avaliação no ensino de arte para discutir suas ideias e questões a partir da leitura do texto.
O texto está com a melhor qualidade possível.


Avaliação_Hernández_cap7 Documento PDF
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O Professor como Provocador

SEMANA 12
18 a 24 de junho


O papel do professor como provocador de construções significativas
O professor como mediador e pesquisador

O estudo de dois textos abaixo indicados, que tratam de questões relativas às funções e papel do professor, no ajudarão a pensar sobre estas questões.

Um dos textos é de um grupo de pesquisa da UNESP, coordenado pela Prof. Mirian Celeste Martins e trata do conceito de mediação, com enfoque sobre o papel do professor. Na sala de aula o professor é um mediador? Em que sentido? O que significa a palavra mediação em se tratando do campo de atuação docente em artes visuais? O texto traz um apanhado de repostas de professores de artes e de reflexões a partir destas falas.
O texto intitula-se Mediação: estudos iniciais de um conceito e está disponível abaixo.

O outro texto é de Marcos Villela Pereira (PUCRS) e trata da necessidade permanente de pesquisa na construção da professoralidade. Villela Pereira faz menção, no texto, de um pouco da história da educação no campo da arte, citando Noêmia Varela, importante educadora na história da arte-educação brasileira, ligada ao movimento Escolinha de Arte.
Para complementar a leitura deste texto indico um vídeo postado no site Youtube, em 3 partes, com Noêmia Varela dando um depoimento sobre sua experiência e pensamento como arte-educadora. (Acesse aqui a primeira parte)
O texto de Villela Pereira intitula-se Pesquisa em educação e arte: a consolidação de um campo interminável. (Acesse aqui)

Perguntas iniciais para orientar uma discussão reflexiva:
- Em sua experiência e reflexão pessoal como você entende o conceito de mediação educativa? De que maneira este conceito relaciona-se ao conceito de curadoria educativa?
- O que Villela Pereira entende como processo de professoralização? De que forma este relaciona-se com processos de subjetivação? E o que isso tem a ver com educação e arte?

ATENÇÃO: não será atribuída nota para participação neste fórum. No entanto são questões muito importantes e interessantes de discutir!




Participe do fórum: O papel do professor.


Em seu interior, ser professor hoje, não é nem mais fácil nem mais difícil do que era há alguns tempos atrás. É diferente. Diante dos n ovos paradigmas, novos desafios há a necessidade cada vez maior em se reavaliar a prática pedagógica e a atitude do profissional da educação. As imagens do mestre, consideravam o professor como um herdeiro do escrivão (scriba) . O professor, também foi caracterizado como o legatário do monge.

Um professor é sempre mestre de algo bastante especial. Ninguém é professor de tudo. O professor de tudo é professor de nada, assim sendo, não é professor , não é um bom professor. O bom professor, conseqüentemente, é aquele que é capaz de se responsabilizar por determinada disciplina.

É necessário, pois, que o professor esteja sempre interagindo com o que se passa no mundo e se mantenha atualizado em relação às inovações da sociedade, da cultura, da ciência, da política e da essência de vida. Para isso o professor precisa buscar definição para o que faz e propiciar novos sentidos para o fazer dos seus alunos. Procurando essa postura , deixará de ser um “lecionador" para ser um organizador do conhecimento e da aprendizagem.

O professor, ao buscar novos caminhos como organizador do conhecimento e da aprendizagem passa a ser um aprendiz permanente, um construtor do saber, buscando sempre planejar, organizar o currículo, pesquisar, estabelecer estratégias para resolver problemas, adotando a pedagogia problematizadora.

É sabido que, nas tentativas e tropeços um professor aprende, pois conseguindo vitórias e tolerando fracassos, é que se adquiri um saber por experiência. Esta é a chave para se ensinar com arte, com lógica, e com prazer. Experiência de vida e experiência de trabalho. A arte de ensinar está em saber ensinar o fundamental (utilizando a pedagogia do afeto), e ao fazer com dedicação, de uma maneira inesquecível, interagindo, dialogando, chega-se às experiências transformadoras. Ao distinguir o sujeito do conhecimento, reconstrói o que conhece. Devemos ter em mente que quem dá significado ao que aprendemos é o contexto. Aprende-se o que é significativo para o plano de vida da pessoa.

A postura do novo professor faz com que ele se transforme em um profissionaldoencantamento, e ao dominar aarte de reencantar, abre os olhos dos educandos para a capacidade de envolver-se e mudar.

A educação, para ser transformadora e emancipatória, precisa estar centradanavida. Ao reconhecer o aluno como sujeito de sua aprendizagem, interagimos e estabelecemos uma relação afirmativa. Essa afirmação do homem como sujeito de sua própria história, comprova que ninguém se realiza sozinho, nós nos realizamos no encontro e nas interações, e descobrimos novas formas de encantamentos e reencantamentos nas novas experiências.
Ref: Moacir Gadotti, Ensinar-e-aprender com sentido.

Autora: Amelia Hamze
Educadora
Profª UNIFEB/CETEC e FISO - Barretos
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